quinta-feira, 24 de outubro de 2013

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O prazer da nudez
Minha não-nostalgia
O jazz que tocava por baixo
Beirando os pensamentos mais torpes
O ócio
O ópio
E já destinada
Minha mão comprimia tua nuca 
Numa querência vejo-me em teu querer-te também
O sexo
As horas
Na delícia dos traços
Entre o maldizer dos dias
Você me vendo dançar


(para daniel g.)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013


Too drunk to fuck.
(e não aperte palavras nas minhas entrelinhas)

domingo, 22 de setembro de 2013

Tomei um gorózinho de nada no boteco do Gardel,

La Cumparsita arraigando lá por detrás do balcão, 
o Silva me pergunta de você. 
Saravá! 
Bramânicas que me perdoem, Cecília, 
mas o teu carma é dos piores.

Querida Cecília,

Mal-disse os dias que passei contigo e teu pouco caso. Teus Ginsbergs, Chinaskys, Garfunkel e tuas flutuações. Desse odiar Ozenfant, comer naquele boteco da Calle Suipacha e mal traduzir Troyat. Troyat o caralho, Cecília! Fodês-te com meu fígado e com as minhas procedencias literarias, diaba! Levaste meu fôlego e só me deixaste um Tchékhov malencapado. Tchékhov já chupava um pau antes Lênin ter pentelho. E quer saber, puta é quem pariu esse teu beiço estalado e essa tua boceta apertada. Essa tua falta de explicação, esse teu desapego... Mas deixa, niilismo de pior gosto não me faz mal não, o amor que tu nunca disse sentir cabe nessa dose, quando transborda, fodo a vizinha, aquela loira que tu não gostavas. Aquele rabo é um anti-coagulante do caralho! E outra, um casal chinês quer comprar o apartamento. Chinês é bicho porco, vão foder com a pintura em uma lua. Concertei a pia da cozinha também. 


Ainda te gosto como gosto de pinga. 
Ou até mais. 
Volta. 

 Amor, Marcos.